Creio cada vez mais que a felicidade verdadeira persiste, mesmo em meio ao cansaço e a momentos de impaciência. Ela persiste mesmo em meio aos momentos mais avessos pois não é momentânea. Felicidade é um fincar raízes dentro da gente, e quando isso acontece, nada consegue nos abalar por completo. Claro que vamos sentir frustrações as mais diversas, mas sabemos, porque a felicidade nos contou, que ficaremos bem. A felicidade nos ensina que tudo passa, menos ela. E é ela quem nos ajuda a saber o que é importante na nossa vida. O que nos faz feliz de verdade é importante, o resto é perfumaria. Então, quis vir aqui dizer - sem medo de invejas pois tudo retorna a sua fonte - que mesmo com dores, com Felicianos e Paespalhos, com moralismos que cerceiam e ignorâncias que espantam, que mesmo com o fim do mês pesando no bolso e mesmo ainda com pequenas neuroses persistindo dentro de mim....eu sou feliz. Muito. E cada vez mais, pois enquanto as raízes se aprofundam, a árvore fica cada vez mais frondosa.
"Hóspede do Tempo" é o nome de uma canção que gosto muito. Escolhi esse nome pro blog porque também é uma boa imagem prá sensação que tenho sobre a vida, a de que estamos sempre em processo de amadurecimento, de crescimento. Pois esse processo se dá através do tempo. Aqui postarei minhas impressões sobre meu mundinho, sobre o que acontece ao meu redor, enquanto cresço, amadureço...
domingo, 28 de abril de 2013
Creio cada vez mais que a felicidade verdadeira persiste, mesmo em meio ao cansaço e a momentos de impaciência. Ela persiste mesmo em meio aos momentos mais avessos pois não é momentânea. Felicidade é um fincar raízes dentro da gente, e quando isso acontece, nada consegue nos abalar por completo. Claro que vamos sentir frustrações as mais diversas, mas sabemos, porque a felicidade nos contou, que ficaremos bem. A felicidade nos ensina que tudo passa, menos ela. E é ela quem nos ajuda a saber o que é importante na nossa vida. O que nos faz feliz de verdade é importante, o resto é perfumaria. Então, quis vir aqui dizer - sem medo de invejas pois tudo retorna a sua fonte - que mesmo com dores, com Felicianos e Paespalhos, com moralismos que cerceiam e ignorâncias que espantam, que mesmo com o fim do mês pesando no bolso e mesmo ainda com pequenas neuroses persistindo dentro de mim....eu sou feliz. Muito. E cada vez mais, pois enquanto as raízes se aprofundam, a árvore fica cada vez mais frondosa.
terça-feira, 23 de abril de 2013
FILHO
A palavra pulsava dentro de mim.
Amor latente,
e eu buscava formas de preencher esse desejo de te ter nos braços.
Primeiro tentei não acreditar que te queria, face minha a me mirar,
a me ensinar, no passar dos dias,
a me ensinar, no passar dos dias,
a ser humana e também a Grande Mãe,
protetora e cuidadora,
o alimento e o esteio.
Me enganava ao pensar que mais valia a liberdade, a independência de viver sem germinar. Mas você, fruto meu, me mostrou a verdade, o motivo porque em mim brotam sementes.
Começou a me transformar quando era ainda uma vontade, uma possibilidade que aos poucos cogitei: e pra te receber percebi que precisava me abrir de corpo e alma para o amor.
E esse amor me invadiu por teu intermédio, e me preparou pra te acolher. Me fez ventre, continente, verdadeira mulher.
Hoje você é minha vida, minha alegria,
a palavra doce que canto sem parar, eu,
a Grande Mãe, fêmea nutridora e amparo do meu amor,
no teu amor, meu FILHO.
sábado, 24 de novembro de 2012
OX
Ai!
leva pra longe esse perfume
que ele não me agrada!
Ele cheira a casa cheia de cortinas pesadas
a sala com papéis de parede escuros
decorada com flores de plástico
e retratos de antepassados sérios na parede.
Ai!
leva daqui esse perfume
que ele me deixa triste.
Porque cheira a um quarto
em que uma mulher sofre calada
e passa os dias a esperar
alimentando memórias.
(ela as rega, como a plantas, só que com lágrimas e beijos saudosos num retrato antigo)
Por favor!
afasta de mim
esse cheiro de tristeza, medo e abandono,
que se me encontra pode me fazer lembrar do tempo em que eu sofria
- e isso não quero mais!
Leva
que em minha casa já não há janelas
nem cortinas, nem flores de plástico
nem quartos de solidão.
Leva
que eu saio todos os dias em busca do sol e da alegria.
É assim que é e como deve ficar.
Por isso te imploro:
leva daqui esse cheiro
que ele não tem nada a ver comigo.
Ai!
leva pra longe esse perfume
que ele não me agrada!
Ele cheira a casa cheia de cortinas pesadas
a sala com papéis de parede escuros
decorada com flores de plástico
e retratos de antepassados sérios na parede.
Ai!
leva daqui esse perfume
que ele me deixa triste.
Porque cheira a um quarto
em que uma mulher sofre calada
e passa os dias a esperar
alimentando memórias.
(ela as rega, como a plantas, só que com lágrimas e beijos saudosos num retrato antigo)
Por favor!
afasta de mim
esse cheiro de tristeza, medo e abandono,
que se me encontra pode me fazer lembrar do tempo em que eu sofria
- e isso não quero mais!
Leva
que em minha casa já não há janelas
nem cortinas, nem flores de plástico
nem quartos de solidão.
Leva
que eu saio todos os dias em busca do sol e da alegria.
É assim que é e como deve ficar.
Por isso te imploro:
leva daqui esse cheiro
que ele não tem nada a ver comigo.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Praia Vermelha II
Há um lugar onde minha alma descansa e se renova.
Na Praia Vermelha o tempo teima em não passar.
Tudo é paz nessa concha dourada de água e sal.
As braçadas do nadador solitário.
A maciez das vozes das crianças.
O voo preguiçoso da gaivota.
O verde do mar.
O verde da mata.
O azul do céu.
As ondas que beijam a areia e se desfazem em branca espuma.
Será difícil voltar ao asfalto
depois de ter caminhado em suas areias.
(MAVN, 31/08/2008)
Há um lugar onde minha alma descansa e se renova.
Na Praia Vermelha o tempo teima em não passar.
Tudo é paz nessa concha dourada de água e sal.
As braçadas do nadador solitário.
A maciez das vozes das crianças.
O voo preguiçoso da gaivota.
O verde do mar.
O verde da mata.
O azul do céu.
As ondas que beijam a areia e se desfazem em branca espuma.
Será difícil voltar ao asfalto
depois de ter caminhado em suas areias.
(MAVN, 31/08/2008)
terça-feira, 20 de março de 2012
Das 8 às 5
Das oito
às cinco não cabe o eu
nem
cabe o brotar de ideias -
só o
automatismo cabe das oito às cinco.
Das oito
às cinco não cabe abrir a janela
não
cabe o voo do pássaro
o ar
fresco
o
sorriso espontâneo
a
digestão do almoço.
Das
oito às cinco não cabe o tempo do agora -
tudo é
pra ontem das oito às cinco.
Não
cabe mastigar a comida
ligar
prá família
pagar
as contas
cantarolar
ou
regar as plantas.
Não
cabe admirar as plantas das oito às cinco.
Não
cabe a poesia das oito às cinco.
Das oito
às cinco só cabe a frustração. E a vontade de ser mais livre.
(MAVN, 20 de março de 2012)
(MAVN, 20 de março de 2012)
terça-feira, 13 de março de 2012
Essa menina que mora na rua
Essa poesia nasceu no ano passado,
de um olhar mais atendo ao redor....e me veio com melodia, como uma música....Hoje,
eu conheci essa menina. E ela dormia profundamente e serenamente, em uma rua movimentada de uma metrópole
Brasileira, ao lado da fachada azul da Blockbuster. (Rio, 13/03/12)
“Essa
menina que mora na rua
Que mora
debaixo da marquise azul
Essa
menina tem sonhos coloridos
Assim
como os meus
Sonha
em rodar o mundo
Sonha
com abraço de edredom quentinho
Sonha
em morar em Bruxelas
Ou aqui
num lugar legal
Essa
menina que mora na chuva
Que se
parece com uma flor solitária
E se
parece com um girassol
Busca
o sol assim como eu
Esssa
menina que mora na rua
Que mora
debaixo da marquise azul
Busca
a palavra que explique o mundo
Que,
como eu, ainda não entendeu”
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O Dia da Irmã
Soube disso por meio de meu pai,
que me ligou cedo pra me falar. Logo disse a ele que ligaria prá Amanda,
minha irmã (que já apareceu por aqui, na postagem sobre o Natal). Mas
me esqueci. Não porque não tenha amor por ela, mas porque sou muito distraída.
Cada vez mais. No momento em que ele me ligou eu, como boa geminiana que sou,
estava fazendo umas três coisas ao mesmo tempo, e não dei conta de guardar a
tarefa na mente. Passado o dia, quem me lembrou da data foi a própria Amanda,
ainda há pouco. Que sem graça que fiquei!
Mas não é a vergonha nem a necessidade de retratação que
me trazem a essas linhas. É, antes, uma necessidade maior de registrar
como sou feliz por ter a irmã que tenho.
Relação de irmãos é curiosa, é uma mistura delicada de
competição e cumplicidade, que dependendo do caso, pode descambar mais prá
competição do que prá colaboração. Já vi casos em que a presença de um irmão
era um verdadeiro tormento pro outro, casos em que um só ficava bem longe do outro,
e isso é muito triste de se ver. Isso nunca aconteceu lá em casa, pelo menos não da minha
parte, e se aconteceu da parte dela nunca tomei ciência. Não que nossa relação
tenha sempre sido um mar de rosas. Quando mais nova eu costumava achar que
brigávamos muito, que éramos muito diferentes, que tínhamos gênios completamente
incompatíveis... mas hoje percebo que muito das brigas eram por motivo fútil, e nós nunca extrapolamos as barreiras da boa
convivência entre irmãos.
Claro que quando eu era adolescente, e quando a diferença de 8 anos entre Amanda e eu pesava demais, quando chegava a hora de
ir prá rua ficar com os colegas da minha idade, onde sempre tinha um cara
bonito que eu queria muuuitoo namorar, eu odiava quando minha mãe dizia: ‘leva tua
irmã contigo’. E eu, a filha-mais-velha-que-não-podia-dizer-não, levava a irmã
pelo braço, completamente contrariada. Claro que não a tratava bem... claro que
na confusão dos sentimentos adolescentes eu achava que a culpada era ela. Mas não
era. Não tinha culpa nenhuma... e mesmo não gostando, tive que levar Amandinha
pra tudo quanto é canto.
E outra coisa também que acontecia lá em casa, como
acontece em todas as casas, ou em quase todas, é a clássica comparação que os
pais fazem dos filhos, e os papéis que os pais atribuem aos rebentos. A mais velha tem que ser o exemplo sem nem saber nada da
vida, a mais nova já nasce com um exemplo a seguir. Fulana é quem sabe fazer
tal coisa. Ciclana!! Você tem que fazer como tua irmã!! Muito complexo pra duas
crianças. Mas isso aconteceu, repito, dentro dos parâmetros normais de uma
relação familiar saudável...mas até que eu, até que ela nos déssemos conta
disso, certamente muita frustração ficou acumulada. E pode até ter alguma
guardada, que a gente é humano e não aprende cedo a reciclar emoções. Eu cresci
um pouco sufocada no dever de ser exemplo, e confesso que queria muito ser uma
boa irmã mais velha, ter sempre a resposta certa pra ajudar minha irmãzinha.
Queria poder ensiná-la o caminho das pedras pra ela nunca sofrer. Amanda, por sua vez, cresceu tendo muita atitude, certamente
buscando seu lugar ao sol, ou melhor, buscando o seu próprio sol que não fosse
o meu, e assim tentava fugir do estigma da irmã mais nova.
Hoje tenho 33 anos, ela tem 25, e nossa relação evoluiu
bastante. Estamos mais próximas da cumplicidade do que da competitividade, e
isso é muito bom. É mais: é excelente encontrar na tua irmã uma amiga. Nem
sempre a gente entende uma à outra, temos sim temperamentos bem diferentes e
de vez em quando as diferenças pesam... mas é isso, hoje nos vejo muito mais
cúmplices e companheiras. Como todos os irmãos devem ser, aliás.
Ficam aqui, minha irmãzinha, essas breves linhas pra você. Te amo
tão fundo que dói. Deus me prive de te perder, ou de perder a confiança que
você deposita em mim. Desejo que ainda possamos
comemorar muitos e muitos Dias dos Irmãos... A partir do ano que
vem, prometo, ficarei mais atenta à data!
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